quarta-feira, 4 de maio de 2011

Qualquer maneira de amor vale a pena!

Estou na torcida para que o Supremo finalmente reconheça que cidadãos homossexuais têm o direito de amar. Atualmente são 78 os direitos negados a eles, por não se reconhecer a união entre duas pessoas do mesmo sexo.

Não entendo e não quero entender quem, por conta de preconceito, quer impedir que outras pessoas tenham acesso ao que lhe deveria ser de direito. Se a Constituição fala que somos iguais perante a lei, me parece muito errado que alguns sejam mais iguais do que outros. O mundo gira, a Lusitana roda e a vida anda. Muita coisa muda. O direito não deveria acompanhar as mudanças?

Num passado não muito distante, mulheres eram consideradas relativamente incapazes (termo jurídico, gente! Relativamente incapazes são os adolescentes, por exemplo. Podem tomar decisões, mas elas só são válidas se um adulto assinar junto, pra dar validade ao que se fizer, como a compra de uma casa.). Precisavam de autorização do marido pra trabalhar! Divórcio só passou a existir em 1977, dá pra acreditar? Antes disso, até que a morte os separe, amém. Amém? Até a Constituição de 88, filhos "naturais", "ilegítimos", valiam menos do que filhos nascidos de um casamento. Pessoas com mais de 60 anos só poderiam casar em regime de separação total de bens (olha o Estado protegendo a herança a ser deixada pelos velhinhos gagás!). Bacana? Não, nem um pouco.

Ainda bem que o direito, muito lentamente, se adapta às novas necessidades da sociedade. Reconhecer uniões homoafetivas é fazer justiça, é finalmente reconhecer que homossexuais são cidadãos merecedores de respeito. E de direito.

1 comentários:

Joaninha Bacana disse...

Assino embaixo, Camila!
Beijocas, e boa quinta-feira!
Angie