quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pergunta que não quer calar...

Mais alguém acha que o Til Schweiger tem voz de Pato Donald?



(E a menina linda no vídeo é filha dele...)

domingo, 18 de outubro de 2009

De bico

Hoje foi o último dia da Buchmesse - eu estava ansiosamente esperando por esse dia, já que as editoras estrangeiras geralmente vendem a preços mais baixos ou doam os livros expostos e da última vez eu cheguei em casa cansada, mas feliz com a meia dúzia de novos amiguinhos que eu resgatei na hora da xepa.
Esse ano, infelizmente, não foi promissor. Depois de andar, andar, andar, andar, ver os ridículos adolescentes fantasiados de personagens de mangá (será que alguém me explica como há gente que, num frio de 8, 9 graus, ande de minissaia e blusa de alcinha, com um tapa-olho e cabelos furta-cor espetados?), andar mais e finalmente chegar aos estandes brasileiros, fiz uma pilha dos livros que mais me interessavam e abracei bem abraçadinhos, perguntei quanto custavam e... não estavam à venda.
Não adiantou fazer bico, saí de lá com o coração partido e sem os livros.
Pra tentar tirar o gosto ruim da boca, comprei um livrinho no estande português, mas não adiantou. Eu queria aqueeeeeeeeeeles livros, não esse. Tô de bico. Blé.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pro dia nascer feliz...

Tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar... Um bom sono pra você e um alegre despertar!
Não esqueça de fazer as suas orações!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Alguém viu o meu queixo por aí?

Gente, mais alguém viu o caso do ex-político manauense W.S.?
Acabei de ver na tv e estou custando a acreditar, é surreal demais.
Ele é suspeito de comandar (e cometer) crimes pra aumentar o ibope do programa de tv sensacionalista que apresentava. Pelo menos 5 pessoas foram mortas.
Minha fé na humanidade diminuiu mais um pouquinho... :-(

sábado, 3 de outubro de 2009

Blogagem coletiva - Despatriados

A Ciça(www.cissa.eu) lançou a idéia e eu gostei, mas peço licença pra escrever um texto pra mim.
Expatriada por vontade própria desde dezembro/2006, ainda em processo de adaptação (será que o expatriado de adapta por completo? tenho cá minhas dúvidas...).

O que eu tenho tentado manter em perspectiva, sempre que eu sinto que estou mais chata do que costume, é:

1. Eu vim pra cá porque quis. Foi minha escolha, ninguém me apontou uma arma e disse "Vai!". E acredito que os expats adultos (porque crianças geralmente não podem escolher) tenham voluntariamente saído dos seus países de origem e mudado para outro lugar. Os casos extremos, como refugiados e asilados políticos, bem como o tráfico humano estão fora dessa postagem.

2. Estou / continuo satisfeita com os fatores que influenciaram a minha opção?
Pra quem se mudou porque casou, o casamento vai bem? Aqueles que mudaram por conta de uma oferta de emprego, o emprego te satisfaz? Caso tenha mudado por conta de estudos, a vida acadêmica te faz feliz? Se alguma dessas respostas for negativa, pense com carinho o que nesse casamento/emprego/estudo pode ser melhorado, pra que vc se sinta em paz. Se nada mais puder ser feito, pra que sofrer? Dê um basta na situação assim que vc puder e busque a sua felicidade, seja ela na nova pátria ou no seu país de origem.

3. Tenha paciência. Com você mesmo, com quem te cerca, com todas as pessoas que fizerem perguntas que vc considere esdrúxulas, já que ninguém é obrigado a conhecer em detalhes a situação geopolítica de todos os países do mundo... O começo da vida expatriada, especialmente se você não domina o idioma local, vai te tirar do lugar em que vc estava antes. Em todos os sentidos. No teu país de origem você conhecia o padeiro pelo nome, tinha o seu cabeleireiro a quem você era fiel, os seus bares e restaurantes de estimação, os seus vizinhos/colegas/conhecidos, estava acostumado com a posição das mercadorias no seu supermercado. No país novo, nada disso está lá. Cabe unicamente a você construir isso tudo. Sozinho ou com ajuda, não importa. O que importa é, depois de um corte de cabelo ou uma ida ao mercado local que não deu muito certo, não se desesperar. Continue tentando, qualquer hora você vai se acertar! (Fico passada com quem vai à lojinha brasileira e paga 3 euros numa lata de leite condensado brasileira, quando dá pra encontrar no supermercado o mesmo leite condensado, com o desenho da moça e tudo, por metade do preço num supermercado local. Santa cabeça pequena, Batman!)

4. Não tenha - muito - medo do novo. Uma das coisas mais legais, se não a mais legal de uma viagem, é o contato com o novo. Sabores, cores, cheiros, lugares, pessoas.
Sei que é difícil quando tudo o que te faria feliz seria uma coxinha/casa da sua mãe/pagodeaxésertanejowhatever/amigos do peito, mas tenha em mente que muita gente no seu país pagaria - muitas vezes caro - pra passar uns dias no seu lugar e aproveite o que você tem. Muitos gostos são adquiridos e aquilo pra que vc torce o nariz agora, pode te fazer bem feliz amanhã... (Eu e água com gás, por exemplo. Odiava com todas as forças quando cheguei aqui, hoje bebo sem fazer careta.)

5. Informe-se sobre e observe sempre os costumes locais. Imite os locais quando não souber muito bem o que fazer e não se sentir à vontade pra perguntar. Clássica cena de filme: a mocinha se vê diante de 10 talheres diferentes e não tem a menor idéia do que fazer com eles. O que fazer? Tomar a lavanda, fazer a lagosta voar pelos ares, cortar o paozinho com a faca ou com as maos? Nananinanão, você não é a Julia Roberts, vida real não é Pretty Woman. Dê uma olhadinha em volta e tente fazer igual aos outros, caso não haja uma alma caridosa pra te acudir.

6. Tente não criticar demais os hábitos locais. Sad but true, nada mais chato do que quem só reclama. (E eu sou reclamona pra caramba, juro que estou tentando melhorar.)
Aposto que você teria vontade de fuzilar quem falasse que é ridículo tomar cerveja gelada, por exemplo. Que você é louca por fazer vitamina de abacate, já que abacate é legume e o lugar dele é na sa-la-da e ui, que nojo só de pensar que você toma isso misturado com leite e açúcar. Ou que o seu jeito de limpar o banheiro, gastando litros e mais litros de água, é prejudicial ao planeta. Tente controlar os seus impulsos reclamões e pense duas vezes antes de fazer alguma crítica.

7. Seja flexível. No seu país novo só se faz sauna sem roupa? Pra quê comprar briga, xingar a mocinha da recepção e arrumar confusão? Ela não vai mudar as regras por sua causa, darling. Tire a roupa, se enrole na toalha e experimente os prazeres do suadouro coletivo pelado. Pode ser que você goste! (Ou não...)

8. Não se iluda, pensando que tudo que acontece com você é necessariamente racismo / xenofobia. A caixa do mercado pode estar num dia ruim e resolver descontar no primeiro que apareceu pela frente, no caso, você. Ou então ela é absurdamente democrática e trata todo mundo mal. Não faça disso um incidente diplomático!

9. Saiba onde fica o Consulado do seu país, tenha os documentos em ordem, não deixe pra última hora uma providência importante. Saiba que Murphy nunca dorme em serviço!

10. Não se leve a sério demais. Não leve os outros a sério demais. Não leve nada a sério demais.

11. Se vire. Se no seu país não existe manicure baratinha, depiladora baratinha, faz-tudo a preço de banana, desenvolva seus talentos. Você vai se surpreender ao ver que á possível manter a casa limpa, a roupa passada, se alimentar e eventualmente montar móveis, fazer as unhas, depilar a virilha, o bigode e o que mais o seu gosto mandar, sem ter que pagar uma nota. Ou então vai aprender a valorizar quem tem esses talentos todos, pra você inacessíveis, e vai pagar o que esses profissionais pedirem.

12. Aprenda a gostar de onde você está, encontre algum lugar onde você se sinta à vontade, não é possível que não exista um metro quadrado nesse lugar onde você escolheu, que não te proporcione um pouquinho de bem-estar...

O texto saiu meio esquisito, metade em primeira pessoa, metade em imperativo, mas vou deixar assim mesmo. Espero que seja útil!