quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Trilha sonora do dia:


Tempo amigo, seja legal! Conto contigo...

Consultinha básica à ginecologista (quem tem ovários policísticos sabe como é, ultrassons e consultas de rotina pra saber se tudo continua em ordem), falei pra ela que Marido e eu pensamos em, um ano ou dois, quem sabe, tentar uma gravidez.
Ela sorriu, pegou o punhal mais afiado e enfiou entre duas costelas: "Na sua idade, o quanto antes, melhor."
Sorri amarelo de volta e saí de lá me sentindo com um pezinho na menopausa...
(Eu, que já pinto os cabelos pra esconder os cada vez mais numerosos fios brancos, passo primer pra fazer de conta que não vi um pezinho de galinha aqui ou uma expressiva linha que teima em atravessar a minha testa de leste a oeste, podia ir dormir sem essa...)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Discriminação tem nome

Marido, querido como sempre, se interessou por um artigo da revista Spiegel e me mandou o link:
http://www.spiegel.de/schulspiegel/wissen/0,1518,649421,00.html

Como o tempo anda curto, não vou traduzir, apenas mencionar o assunto, que me fez ferver por dentro. O preconceito dos professores de escolas primárias contra determinados nomes. Isso mesmo, nomes.

Não basta ser pontual, não faltar à aula, fazer a lição de casa direitinho, fazer todos os trabalhos, prestar atenção no que está sendo explicado, comportar-se bem.

Na Alemanha, pra merecer respeito dos professores, a criança precisa ter o nome certo. Por certo, entenda-se tradicional, como Alexander, Maximilian, Sophie, Charlotte. Ao passar os olhos pela lista de alunos, o/a professor/a garantirá aos felizes portadores desses nomes automática vantagem. Essas crianças são consideradas mais capazes, mais inteligentes, mais confiáveis do que as que atendem por Jennifer, Jaquelin, Dennis, Angelina e - horror dos horrores - Kevin.

O título da matéria é a citação de um professor que participou de uma pesquisa sobre o tema: "Injustos professores de escolas primárias - Kevin não é nome, é um diagnóstico."

Vou ali chorar no cantinho e depois eu volto.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Interessante como o post do jantar rendeu...
Adorei as respostas, tenho me interessado cada vez mais por culinária.
E pra quem quer saber o que tivemos ontem pro jantar, vai a receita de sopa mais fácil do mundo:

Sopa de abóbora

1 abóbora hokkaido
3 cenouras
1 cebola
300 mL de caldo de legumes (ou de frango, ou de carne, ou do que vc preferir)
200 mL de leite de côco
1 colherzinha de manteiga (ou óleo, ou azeite, o que vc gostar mais)
curry
noz-moscada
pimenta do reino (eu usei uma mistura de 5 pimentas - preta, branca, verde, vermelha, cinza)
1 colherzinha de chá de açúcar mascavo ou melado de cana
sal a gosto
Preparo:

Caso a sua abóbora seja orgânica, como a que eu tinha em casa, corte ao meio, retire a parte fibrosa (se tiver paciência, separe e torre as sementes, que sao comestíveis), corte em cubos de tamanho igual (para que o cozimento seja uniforme), corte as cenouras e a cebola em cubinhos e cozinhe no caldo. Se nao for orgânica, talvez seja melhor descascar.
10-15 minutos na panela de pressao e estava tudo molinho. Se for usar uma panela comum, vá testando com um garfo se os legumes estao macios o bastante, bem como se a quantidade de caldo é suficiente (acredito que vai ser preciso acrescentar).
Usei pouco caldo pq a abóbora libera muita água ao cozinhar.
Legumes cozidos, é hora de fazer purê. Eu usei um amassador de batatas, daqueles que parecem um garfo com os dentes dobrados, mas vale tudo. Passa-verdura, garfo, mixer, processador...
Purê prontinho, misture o leite de côco até ficar uniforme, aspire o perfume e acrescente as especiarias. Assim que vc colocar o curry, vai sentir a boca encher de água. Se nao encher, é pq vc nao colocou curry o bastante. (E se colocar demais, seus olhos é que vao encher de água, como na primeira vez em que fiz essa sopa.)
O melado deu um toque interessante, nao ficou doce por ser apenas uma colherzinha de chá.
Fogo baixo até ferver e, enquanto vc espera, aproveite pra colocar o pao pra torrar. (Eu só sei tomar sopa com pao - pra essa sopa comprei Naan no supermercado e nao me arrependi.)
Escolha um prato bonito, sirva-se e guten Appetit!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Num surto de maluquice, compramos um quebra-cabeças de 1500 peças...
Será que teremos paciência o suficiente pra completar?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eu ando pelo mundo...

Passei os últimos quatro dias fazendo o que eu mais amo... Viajar!
Estava em Amsterdam, por conta de uma conjunção astral mais do que favorável: Marido foi pra lá a trabalho (volta amanhã) e eu tinha que resgatar milhas aéreas antes que expirassem.
Já tinha estado por lá, em dezembro passado. Achei mais ou menos, já que o frio - ao qual eu não estava nem um pouco acostumada - me impediu de curtir a cidade como ela merece.
Dessa vez foi BEM diferente. Graças a um bom guia, pude prestar atenção aos detalhes, apreciar a arquitetura, perceber a beleza de uma cidade muito especial (mas tomando cuidado com o campo minado, já que os totós deixam suas lembranças pelo caminho, sem que os donos recolham a porcaria). E que cidade bacana!
Amei o Museu Van Gogh, curti muito o museu dos diamantes (com direito a fotomontagem usando a coroa da Rainha Elisabeth), deixei vários dinheiros no tio Albert (supermercado local - achei interessante ver que a maioria dos rótulos tem apenas a descrição em holandês, ao contrário daqui), me espantei ao perceber que conseguia entender um pouco do idioma de lá (depois que eu entendi que G tem som de R, ficou mais fácil!), tomei o melhor iogurte do mundo (e olha que eu sou exigente, faço o meu próprio iogurte e tudo) e não tirei nenhuma foto. Foi muito, muito legal!
Daqui a duas semanas vou realizar o meu sonho de adolescente, conhecer Londres.
Se alguém passar por aqui e quiser me contar, qual é/foi a viagem dos seus sonhos?
Quer compartilhar alguma dica especial de Londres? (Quero saber o que os guias não contam!!!)