Marido, querido como sempre, se interessou por um artigo da revista Spiegel e me mandou o link:
http://www.spiegel.de/schulspiegel/wissen/0,1518,649421,00.html
Como o tempo anda curto, não vou traduzir, apenas mencionar o assunto, que me fez ferver por dentro. O preconceito dos professores de escolas primárias contra determinados nomes. Isso mesmo, nomes.
Não basta ser pontual, não faltar à aula, fazer a lição de casa direitinho, fazer todos os trabalhos, prestar atenção no que está sendo explicado, comportar-se bem.
Na Alemanha, pra merecer respeito dos professores, a criança precisa ter o nome certo. Por certo, entenda-se tradicional, como Alexander, Maximilian, Sophie, Charlotte. Ao passar os olhos pela lista de alunos, o/a professor/a garantirá aos felizes portadores desses nomes automática vantagem. Essas crianças são consideradas mais capazes, mais inteligentes, mais confiáveis do que as que atendem por Jennifer, Jaquelin, Dennis, Angelina e - horror dos horrores - Kevin.
O título da matéria é a citação de um professor que participou de uma pesquisa sobre o tema: "Injustos professores de escolas primárias - Kevin não é nome, é um diagnóstico."
Vou ali chorar no cantinho e depois eu volto.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
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8 comentários:
Tadinho do Miguel! hahahahahahahahaha
Imagina o que as professoras vao achar do nome dele.
Ai, ai, cada uma. O mundo tá doido mesmo. Ainda bem que uma revista deste peso fez o alerta.
Quando eu acho que já vi tudo... Na época de escolher o nome da Ju a gente quebrou a cabeça pra ser um que fosse pronunciável em todas as línguas, mas se ainda tivesse que pensar em mais essa!
É brabo, né? E a pergunta que nao quer calar: como eu tenho o mesmo nome que a poderosa da Merkel, será que isso seria positivo ou negativo nas escolas? :-)))
Beijocas, Angie
P.S.
E antes que eu me esqueca: adorei a dica da batata, brigaduuuuuu! Vou passar a por ela na geladeira tbm, tcha comigo :-)
Beijos, Angie
Vc ja viu uma pesquisa mostrando que curriculos semelhantes, um com nome de negro (tipo deShawn, ou Sharona) e outros com nome de branco (como William ou Emily), recebem respostas diferentes dos empregadores? (fonte: livro Freakonomics)
No Brasil eu tenho certeza que o curriculo do Wallace Severino e do Augusto Duarte vao ser avaliados diferente. Vc tem alguma duvida?
(e eu admito: conheci tantos Mateus insuportaveis no Brasil, que chegou uma hora que eu simplesmente ja esperava que todo Mateus se comportasse mal!)
Adorei o tom bem humorado dos seus posts.
Ficarei aqui, do interior de SP morrendo de rir de suas peripércias pelas terras alemãs.
Um abraço!
Maristela
Como mae, estou chocada, mesmo que meu filho por coincidencia tenha Alexander no nome,rsrs..mas, vindo dos alemaes, ja morei em Dusseldorf e sei como as coisas funcionam, ou melhor, as cabecas, nao estou nada surpresa, infelizmente...
Outra coisa, voce tem filhos? estou procurando por mamaes brasileiras criando brasileirinhos na Alemanha para uma entrevista para o meu blog www.amarelinha.co.uk, se vc nao tiver filhos e souber de alguem por ai, por favor entre em contato comigo, meu email: ann@amarelinha.co.uk
Obrigada
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