domingo, 28 de dezembro de 2008

Thanksgiving

Todos os anos, no dia 31 de dezembro, gosto de agradecer pelas coisas boas que aconteceram durante o ano. Faço uma retrospectiva pessoal, pra não esquecer o que e quem me fez feliz nos 364 dias passados.

Esse ano entram pra minha lista:
- ter compreendido um pouco mais a língua e a sociedade alemã (ainda que eu não morra de amores por elas...);
- a boa convivência com Marido, que tem feito o nosso casamento funcionar bem;
- a possibilidade de estar em contato frequente com a minha mãe e perceber o quanto o nosso relacionamento evoluiu;
- ter falado menos do que ouvido, o que me livrou de muita confusão;
- cada uma das viagens que fiz e jamais imaginei que faria;
- ter cumprido alguns objetivos que eu havia proposto (começar, sem terminar, sempre foi uma atitude típica minha);
- ter cozinhado mais e melhor;
- ver os bebês de pessoas queridas, tão fofinhos, crescerem saudáveis;
- ter percebido que a minha sogra não morde...rs... (brincadeira, ela é boazinha, mas não me sinto à vontade com ela);
- ter recebido comentários tão bacanas pelo blog, sempre me encanta o carinho que pessoas que não me conhecem demonstram a cada visitinha.

A quem passar por aqui, quais são os seus rituais de fim de ano? O que você tem a agradecer / reclamar de 2008?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Soul food

Há cerca de meia hora acabou um documentário, que eu peguei já começado, sobre um chef de cozinha que trabalha num "Hospiz", no caso uma instituição para pacientes terminais, em sua maioria bem idosos.

Fiquei fascinada com a gentileza dele ao visitar cada paciente e perguntar pelo prato preferido, pela maneira que deveria preparar a comida (a uma senhora foi perguntado se legumes caramelizados eram "exóticos demais" e ela disse que sim, que queria apenas legumes cozidos), se apesar da falta de apetite um outro senhor aceitava um pouco de iogurte com ameixas (e ele contou, enquanto picava as frutas, que havia se esquecido de acrescentar um pouquinho de licor ao iogurte, o que enfureceu o paciente...), um outro paciente comia com satisfação um belo pedaço de bolo com chantilly (a doença, incurável, o fez emagrecer 14 kg, segundo relato do filho, que estava feliz ao ver o pai comer e brincou que depois viria sorvete ou mais um pedaço de bolo). A delicadeza e a gentileza desse chef me emocionaram profundamente; ao contar de um paciente que quis um prato mais elaborado, cujo preparo demandava mais tempo, ele pareceu bem triste ao dizer que quando o prato ficou pronto, era tarde demais. Nem preciso dizer que chorei, chorei, chorei...

Quando eu era apenas filha, não me passava pela cabeça o quanto cozinhar é um ato de amor. Eu não estava madura para essa idéia, não era o momento. Com o casamento, assumi o fogão, justo eu, que não sabia fritar um ovo...

Eu já gostava de filmes que sugeriam a cozinha como expressão de amor. A festa de Babette, Como água para chocolate, Vatel, Chocolate, Bella Martha, O cheiro do papaia verde, Ratatouille. O que eu não sabia é que além de gostar de comer, eu começaria a gostar de cozinhar.

E comecei a gostar de tudo o que envolve cozinha. Eu via o Anthony - aiaiai - Bourdain na tv, adorava o programa e o jeitão übercool dele. Li seus livros e me encantei com a paixão que ele tem por comida e cozinha, comecei a ver livros de receitas como literatura (acho "Afrodite", da Isabel Allende, lindo) e, apaixonada por livros que soy, já tenho mais livros que a mini-estante da cozinha consegue comportar. Minha lista de blogs favoritos tem pelo menos uns 20 blogs culinários, que visito regularmente e adoro. Como com os olhos, pra ser mais precisa...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Homenagem a Amélie Poulain

Cinco coisas que eu adoro:

- Sentir no rosto o vento forte que o metrô traz, ao chegar na plataforma (em SP é especialmente forte);

- As figuras montadas com dominós, que são derrubadas em frente às câmeras de TV (se formar desenhos diferentes depois que caem, adoro mais ainda);

- Olhar gente esquisita na rua (me divirto na Zeil, rua bem movimentada no centro de Frankfurt);

- Avião, na hora da decolagem (eu sempre fecho os olhos e sorrio, é uma sensação boa demais a de estar saindo do chão!);

- Papelarias (quanto mais coloridas, mais eu gosto...)

... e uma que eu detesto:

- A campainha das bicicletas na Alemanha (blim-blim e eu meu humor azeda na hora!!).

Quem quiser responder vai me fazer feliz!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Bem-casados

Há dois anos eu arrumei o melhor dos motivos pra comer o docinho que eu mais gosto...
Por conta disso, meu nome ficou mais longo, passei a usar duas alianças lindas, senti meu coração crescer pra poder acomodar um amor que aumenta a cada dia.
Espero nunca deixar de sorrir ao falar dele, menino dos cabelos prateados, a quem eu prometi ser fiel, viver no mesmo lar em que ele, ajudar no que for preciso, ter respeito e consideração, além de sustentar e educar, com ele, os eventuais filhos que tivermos. (Não fui a única a prometer isso tudo, todo mundo que se casa diz amém ao art. 1566 do Código Civil...)
Essa foi a decisão mais poderosa da minha vida, da qual eu mais me orgulho e a que eu quero sempre festejar.