quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pipoca sem guaraná, um programa (quase) legal

A Alemanha, como muita gente enche a boca pra falar, é um "País de Primeiro Mundo". Como PPM, espera-se que tudo aconteça antes, seja melhor, mais cheiroso, mais colorido e em fartas quantidades. Certo?
Pra usar uma das minhas expressoes preferidas, Jein. (Ja+ Nein)
Cinema, infelicíssimamente, é meio atrasado aqui na terrinha... As Fridas e os Helmuts curtem uma dublagem, som original é underground.
Moro numa cidade em que pelo menos 1/4 da população é estrangeira, mas Fridas e Helmuts não atentam pra esse pequeno detalhe, ou não se importam e eu, que tenho alergia a filme dublado (pode me chamar de fresca, eu não ligo), fico restrita a apenas dois cinemas que exibem filmes com som original e que têm a programação irregular, salas sujas (já vi um Ratatouille passeando pelas fileiras da sala) e, horror dos horrores, pipoca doce ao invés de salgada.
Esse chororô todo foi pra dizer que The dark knight só chegou aqui em 21/08. 20 minutos de trailler, intervalo com luzes acesas e um aviso de que a projeção seria interrompida para um intervalo, que poderia levar até 10 minutos.
Finalmente o filme começou, com o som meio baixo e a horrorosa dicção do Christian Bale com sua boca de piranha fizeram com que eu não conseguisse entender tudo. Gostei demais do Heath Ledger, louquíssimo e praticamente irreconhecível, achei interessante a escolha do Aaron Eckhart pra ser o Duas Caras, achei a substituição da Katie Holmes pela Maggie Gyllenhaal estranha - a Maggie estava perfeita em Secretária, Garota interrompida, ou seja, em personagens fora do padrão e me pareceu pouco à vontade como a certinha Rachel, que a Katie fez tão bem.
Morgan Freeman eternamente em papel de Morgan Freeman (e eu gosto dele pra caramba) e o Michael Caine, com aquele sotaque mais-que-perfeito que eu tanto adoro. Um pouco mais de fantasia do que eu sou capaz de engolir (morcegos enxergam mal, se guiam por ondas sonoras, mas o Batman exagerou na dose), algumas cenas em que eu enfiei o rosto inteiro no braço do Marido (Why so serious? - Que medo desse cara, pelamor!).
Fazit, como se diz por aqui (também conhecido como "resumo da ópera"): filmão. Apesar da pipoca doce e meio murcha e de eu ter passado as 3 horas do filme sem por os pés no chão, tamanho o c**aço de encostar em algum Ratatouille...
Queria saber a opinião das minhas 2, 3 leitoras de fé, irmãs camaradas...
Comentem!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Fast forward

Sempre fui impaciente, detesto calmarias, esperas, longos silêncios. Foi-se o tempo em que a tecla que eu mais pressionava no controle remoto do vídeo era a fast forward, quando o ritmo do filme era mais lento do que eu gostaria. Talvez por isso meus posts sejam esparsos, por conta da rotina nem sempre interessante...
Desde o último post, eu conheci a Transilvânia, passei 10 dias no Brasil e apertei bastante dois bebês gostosíssimos, Daniel e Fernando, matei a saudade das pessoas e das comidinhas que eu adoro, teminei a escola, fiz o temido TestDaF, vi filmes novos, descobri músicas legais (e redescobri músicas que eu nem lembrava mais), me viciei em séries novas de TV (Eli Stone, estou esperando pela segunda temporada, não demore, por favor!), colhi - literalmente - o que plantei (tomate, rabanete, morango, cebolinha, salsinha, rúcula - minha varanda virou uma horta!), finalmente fiz um painel com postais que colecionei por muitos anos (projeto antiiiigo, foi uma delícia finalmente poder ver o painel pronto!), me inscrevi na Universidade, pra fazer LL.M (Master of Laws) e, last but not least, aproveitei a ausência do Marido, que está viajando a trabalho, pra ficar acordada até muito tarde e conheci os Wise Guys, um grupo alemão super bacana, que canta a capella versoes próprias e engraçadas de músicas conhecidas; eles são tão bons, que fazem até receita de cookies de chocolate ficar interessante.