Depois de ter postado ontem, fui abduzida.
Como não tenho aula às quartas-feiras, aproveitei o dia cinzento pra ficar à toa na cama, com uma xícara de café com leite e um pão com manteiga. Eu e o laptop, que é minha companhia inseparável quando Marido não está olhando...
Tocou a campainha, era uma encomenda. Eu precisava pagar pela remessa, mas não tinha troco. Vesti a primeira roupa que apareceu na frente, peguei a bolsa e fui trocar o dinheiro, enquanto o entregador esperava. Recebi o pacote, voltei ao prédio e... a chave não estava na bolsa!!!!!!
(Os prédios alemães não tem porteiro e a chave que abre o prédio é a mesma que abre o apartamento, ou seja, eu não tinha como entrar em casa.)
Fui, com a pouca dignidade que me restava (eu não estava exatamente um primor de elegancia e os chinelos de bonequinhos - Keith Haring style - não ajudavam) até o chaveiro e depois de explicar "eu fora, chave dentro de casa, eu quero entrar em casa", ele sorriu e disse "80 óirros".
Foi a minha vez de sorrir (pra não chorar) e dizer "não, obrigada". Rabo devidamente colocado entre as pernas, liguei pro Marido (que estava a caminho da Holanda, bate-e-volta básico, estaria de volta às 9 da noite - eram apenas 10 da manhã), que me desejou boa sorte pra preencher as longas 11 horas de espera.
Pela primeira vez na vida entendi como se sentiu o ET do filme, ao passar pelo meu prédio e pensar "ET, telefone, casa". O que eu mais queria era entrar em casa, mas não dava...
Minha primeira providência foi comprar uma camiseta e um pulover, já que o dia estava frio e a minha camiseta manchada de pasta de dentes não me protegia o suficiente. Comprei um par de sapatilhas e deixei as sacolas (e o pacote, não poderia esquecer dele) num armário na estação de trem e fui rodar mais um pouco (como se a barata aqui não estivesse se sentindo tonta o suficiente...).
Aos poucos as coisas foram melhorando, recebi um torpedo da minha mãe dizendo que o nenê nasceu e eu fui ao Städel Museum, que tem uma coleção de quadros bem interessante e serviu pra matar mais uma hora e meia desse looooooooongo dia.
Às 9 da noite fui buscar Marido na estação de trem e voltamos juntos pra casa.
Descansar? Hohoho... Ainda tinha a lição de casa pra fazer, já que Brasileira não desiste nunca (de procrastinar o que precisa fazer, né?).
Foi um dia muito estranho, parecido com aquela sensação de primeiro dia de horário de verão, quando uma hora do dia é levada embora, esperneando... Quero o meu dia de volta!
2 comentários:
Oi Querida.
Adorei tua visita. Joaninha fica tão feliz quando amigos vão visitar!
Amei teu dia de ET... maravilhoso!!! Ainda bem que você estava com o celular. Já pensou se tivesse deixado em casa?
Mas fica a lição: há malas que vão para Belém - e a gente se vira muito bem sem elas, ao que parece.
Eita, já fui avisada sobre esses incidentes com chave e fechaduras...
Estou sempre alerta!
De
Postar um comentário